A tinta de impressão é um material essencial usado na impressão, que transfere padrões e textos para um substrato por meio de impressão ou impressão a jato de tinta. A tinta de impressão consiste em componentes principais e auxiliares, que são misturados uniformemente e repetidamente agitados para formar um fluido viscoso e coloidal. É composta por aglutinantes (resinas), pigmentos, cargas, aditivos e solventes. É utilizada em diversas aplicações de impressão, incluindo livros, embalagens, decoração arquitetônica e placas de circuito eletrônico. Com o aumento da demanda da sociedade, a variedade e o volume de produção de tintas de impressão expandiram-se e cresceram proporcionalmente.
O processo padrão para a produção de tintas é descrito a seguir e pode ser dividido em quatro etapas principais:
Etapa 1: Preparação e Pré-tratamento da Matéria-Prima
Inspeção da Matéria-Prima: Todas as matérias-primas que entram na fábrica (pigmentos, resinas, solventes, aditivos, etc.) devem passar por rigorosos testes de propriedades químicas e físicas para garantir a conformidade com os padrões.
Formulação: As diversas matérias-primas são pesadas com precisão de acordo com a fórmula específica da tinta. A fórmula é o “segredo” da tinta, determinando todas as propriedades essenciais, como cor, viscosidade, velocidade de secagem e adesão.
Etapa 2: Pré-dispersão (Agitação e Umectação)
Agitação em alta velocidade: Adicione o aglutinante pesado, o solvente e alguns aditivos ao tanque de mistura e misture inicialmente em baixa velocidade.
Adição do pigmento: Adicione o pigmento gradualmente ao tanque de mistura. Aumente a velocidade de agitação neste ponto para formar uma pasta de alta viscosidade. O objetivo desta etapa é misturar e umectar inicialmente a superfície das partículas de pigmento com o aglutinante, quebrando os agregados de pigmento e preparando-os para a próxima etapa de dispersão profunda.
Etapa 3: Dispersão do núcleo (Moagem e Refino)
Esta é a etapa mais crítica na produção de tinta. O objetivo é quebrar completamente os agregados de pigmento e dispersá-los de forma estável no aglutinante para atingir a finura necessária (geralmente em nível micrométrico) para obter cores vibrantes, alto brilho e boa imprimibilidade.
Os equipamentos de moagem mais comuns incluem:
Moinho de três rolos (equipamento tradicional): Um dispositivo tradicional, porém eficiente, que utiliza três rolos de aço girando em velocidades diferentes para gerar uma forte força de cisalhamento e moer as partículas de pigmento. É particularmente adequado para tintas de alta viscosidade (como tintas para impressão offset e serigrafia).
Moinho de esferas/moinho de areia (equipamento avançado): Equipamento moderno e convencional. A suspensão pré-dispersa é alimentada em uma câmara selada juntamente com um grande número de minúsculas partículas de moagem (como esferas de zircônio). Acionadas por um disco giratório de alta velocidade, as esferas sofrem colisões intensas e forças de cisalhamento, moendo o pigmento. Este processo é altamente eficiente e adequado para produção em massa, especialmente para tintas à base de água e solvente.
Processo: A suspensão pré-dispersa é bombeada para um moinho e passa por múltiplos ciclos de moagem até que a finura da amostra atinja o padrão (por exemplo, menos de 5 mícrons).
Fase 4: Ajuste e Pós-Processamento (Corte, Ajuste, Filtração, Embalagem)
Corte/Combinação de Cores: A tinta base é transferida para o tanque de mistura. Com base no código de cores fornecido pelo cliente (por exemplo, número Pantone), são adicionadas quantidades precisamente medidas de outras tintas coloridas ou diluentes. O ajuste fino é realizado utilizando um sistema computadorizado de correspondência de cores ou por técnicos experientes até que se obtenha uma correspondência perfeita.
Ajuste de Desempenho: Os aditivos e solventes restantes são adicionados para ajustar as propriedades finais da tinta:
Viscosidade: Ajustada com solventes ou diluentes.
Propriedades de Secagem: Adição de um agente secante.
Fluidez e Resistência à Água: Adição de aditivos apropriados.
Inspeção de Qualidade: Uma inspeção completa da amostra final de tinta é realizada, incluindo: cor (matiz, saturação), finura, viscosidade, poder de tingimento, velocidade de secagem, adesão, etc.
Filtragem: Impurezas ou partículas incompletamente dispersas que possam ter sido introduzidas durante a produção são removidas utilizando um filtro ou máquina de filtração.
Envase e Embalagem: As tintas aprovadas são envasadas em latas, tambores plásticos ou embalagens flexíveis, etiquetadas (indicando modelo, número do lote, número da cor, data de produção, etc.) e armazenadas no depósito.
Características do Processo de Diferentes Tintas:
Tintas à Base de Água: Deve-se dar atenção especial ao tratamento de hidrofilicidade dos pigmentos e à prevenção do crescimento bacteriano (conservantes são necessários).
Tintas UV: Utilizam resinas reativas e monômeros sensíveis à luz UV; a produção deve ser realizada em ambiente escuro ou com luz amarela.
Tintas para Jornais: Viscosidade muito baixa, utilizando grande quantidade de óleo mineral como aglutinante; O processo de produção é relativamente simples, com ênfase na secagem por penetração em alta velocidade.
Resumo: A produção de tinta é uma combinação precisa de tecnologia de formulação e processo de dispersão. A formulação é a “alma”, determinando as propriedades químicas da tinta; enquanto um processo eficiente de moagem e dispersão é o “esqueleto e músculo”, garantindo que o desempenho ideal da formulação seja alcançado, produzindo, em última análise, um produto com cores vibrantes e desempenho estável.




